Novembro 08, 2009

Inacreditável

Preciso relatar um fato que me ocorreu neste fim de semana.
Fui ao cinema Cinemark para assistir "This is It" em grande estilo; com pipoca e Combo Mega.

Fazia mais ou menos 1 ano que não entrava em salas populares por causa dos filmes em cartaz de pouco interesse, mas Michael Jackson merece um cinemão de tapete vermelho.

Sessão da meia-noite, cinema quase vazio, do jeito que eu gosto. Letrinha "L" de livre na classificação e isso faz um monte de mamães acharem que um documentário de 2 horas do tal Rei do Pop será de agrado para suas crianças.
Resultado: um coro de "mãe, acabou?" pairava no ar. - Sim, crianças no cinema à meia-noite. O mundo está moderno, minha gente!

Eu sou paciente e apesar de achar que lugar de criança é no Cinematerna, engulo uma falta de controle de uma jovem mãe.
Nos trailers, uma leva de filmes também populares, que entrarão em cartaz no cinema popular, que tem como público alvo pessoas que admiram cultura de massa popular. Tudo bem também, cultura de massa de vez em quando faz bem.

Eu só não esperava que minhas vizinhas de cadeira fossem ficar comentando cada cena do documentário com tanto entusiasmo e palminhas. - sim, palmas no ritmo da música! -
Não deu. Em respeito e memória ao MJ, pedi que elas ficassem quietas, pois estavam atrapalhando as pessoas. A garota me sugeriu que mudasse de lugar, eu sugeri a ela que estávamos em um cinema. Ela limitou seus comentários e empolgação à risadinhas num db tolerável.

Tentei continuar vendo o filme. Na terceira música, um cidadão começa a conversar com a alma penada do Michael e revolta-se contra a cadeira do cinema. Dando chutes e murros, quando eu achava que não tinha coisa pior para acontecer, ele resolve então, despir-se!

Inacreditável! Deixei a sala do cinema, chamei o segurança e depois disso não sei que tipo de loucura ou falta de cidadania aconteceu naquele lugar, só sei que no Cinemark eu não volto nunca mais!

Novembro 05, 2009

Campanha My Collection H.Stern

É pastel e quem sabe sabe que eu só enxergo estas cores ultimamente.

As fotos são lindas, simples e românticas, o que capta nossa atenção em meio a tantas cores fortes e luzes nos corredores comerciais.

Deu certo, muito certo e eu amei!
Inspirador!



PS* Eu procurei demais os créditos do fotógrafo e agência, mas não encontrei e o catálogo está em falta nas lojas. Quando descobrir, posto a atualização.

Outubro 23, 2009

Não adianta fugir da tecnologia

Fui acordada por um ótimo programa de TV no Discovery Channel. O especial "A Internet - O Futuro Digital" conta e dá nome e cara aos gênios da rede dos últimos 10 anos.

Além de ter uma abordagem super interessante mesmo, dinâmica, simpática, criativa e artística, o especial retrata em 60 minutos a mudança radical da inclusão digital moderna e como um tapa na cara, um susto, ele nos mostra a importância relevante das novas redes sociais e o quanto estamos sujeitos a nos tornarmos reféns da nova tecnologia.

Não adianta fugir, esta é a era onde a Internet se encaixa e para quem quer estar em contato com o mundo, a ferramenta mais eficaz e ideal.
Uma iniciação e entendimento de como vamos nos comunicar no futuro que chegou. É agora!
Respire fundo e encare a verdade, o mundo da comunicação está mudando. Adeque-se em banda larga, rapidamente, e guarde seus anteriores, deliciosos e complexos atos de compartilhamento como históricos e antiquados.



- Horários de exibição no Discovery Channel

-
Programa completo no You Tube (em espanhol)

Outubro 13, 2009

Eu vou matar o Hitler no cinema!


Foi isso que o Quentin Tarantino pensou em uma manhã de seus dias.

Claro que faltava um filme de guerra no currículo do diretor. O pai da violência sem cortes precisava dar o brilho de sua graça ao senhor Hitler e suas artimanhas terroristas.

"Bastardos Inglórios" conta a história de um grupo de judeus que se infiltravam nas tropas alemães para matarem com crueldade soldados nazistas.

O grupo liderado por Brad Pitt, ou melhor, Aldo Raine, acaba ficando conhecido nos bastidores da Segunda Guerra Mundial, inclusive pelo líder Adofl Hitler.

Em meio a vontade extremista dos Bastardos de fazerem justiça com as próprias mãos, está a garota Shosanna, uma judia que teve sua família fuzilada por soldados alemães a mandato do intolerante-maquiavélico-matador-caçador Col. Hans Landa; e que não pensa em vingança até o dia que o soldado Frederick Zoller insiste em importuná-la em seu agradável cinema em Paris.

O soldado inocentemente se encanta com Shosanna (que agora é uma falsa cidadã francesa) e para impressionar a mulher, a coloca num esquema político de fazer uma pré-estréia do filme "Orgulho da Nação" em seu cinema.

Com uma sala repleta de líderes nazistas, Shosanna decide então, estrelar seu plano de vingança. Queimar vivos, como nas câmaras de gases, todos os nazis presentes.

As duas histórias se encontram no ápice do filme e no decorrer dele, Tarantino faz o que ele tanto se orgulha.

O virtuoso cineasta tem o poder e dom de nos fazer rir em meio a desgraça e violência. Porque é arte. Porque é caricato.

Os atores em suas performances extravagantes mais a trilha sonora sugestiva e um texto nonsense, não envolvem o espectador de forma comum. Acaba sendo questionável e intrigante o fato de ser cômico um assassinato violento e a frivolidade que a cena produz.

Nos filmes do Tarantino a gente torce pra todo mundo morrer, só para rir mais um pouco. A gente acredita e não acredita, se envolve e ao mesmo tempo não imagina tanto sarcasmo e sotaque em uma pessoa só.

E no fim, batemos palmas e nos emocionamos, porque um fato real foi pincelado com a arte e virou obra prima.

O fato virou uma nova ação ordenada, remetida à boas e burlescas memórias. Coisas de Tarantino.

Na idéia do fim da Segunda Guerra Mundial para ele por exemplo, Hitler pode morrer em um cinema; no berço da arte que o Führer tanto apreciava pelas lentes de Leni Riefenstahl . Nem mesmo o maior líder do nazismo teria pensando em uma morte tão representativa.

E quem poderia fazer isso com credibilidade e licença poética é no mínimo um cineasta que se dispõe a rir de suas obras, entendendo-as como algo que vai além do mundo casual de coerências e disposições humanas.

E este cara tão bem-humorado e criativo é o Quentin Jerome Tarantino. Palmas, palmas para ele!

Mélanie Laurent

Posso dizer que depois de "Bastardos Inglórios" virei fã da Mélanie Laurent?!
Ela é tão linda, tão francesa.

Outubro 10, 2009

Dia das Crianças

Procurando alguns vídeos de advertising, encontrei este aqui que calhou de ser ideal para o tema da semana.
O comercial é das fraldas Libero. Lindo, sentimental e com uma magnífica direção. Assisti várias vezes e fiquei pensando na estratégia usada pelo diretor. Impecável:


Outubro 08, 2009

Últimos filmes que assisti (10)

A Natalie Portman é mesmo uma graça, até bancando a louca.
Em Sombras de Goya, ela foi a melhor coisa do filme, que não teve um clima muito convincente. Gostei dos cenários e da história em si, mas faltou veracidade, talvez por causa de uma trilha sonora inadequada ou então, sou eu que não consigo ver Javier Barden do mesmo jeito desde "Amor nos Tempos da Cólera".


Penélope Cruz novinha, quase virgem é algo também apreciável.
Ela não perdeu o agrado apesar de representar uma garota completamente diferente do que estamos acostumados a ver.
Tímida, apaixonada e miúda, encantou como Luz em Belle Époque ("Sedução" - tradução fajuta para o português), encantador filme de Fernando Trueba.
Quatro irmãs apaixonadas por um mesmo projeto de homem. E paralelo a isso, uma mãe que volta com dois maridos. Para filosofar sobre monogamia e passar um momento de deliciosa comédia.

Ele Não Está a Fim de Você, diz o título do filme.
O que aprendi nesta comédia-drama-romântica foi que o problema dos relacionamentos iniciais não são os homens e sim as mulheres que interpretam erroneamente o que eles dizem. A gente que viaja demais, a gente que finge não ler nas entrelinhas e nós que os escolhemos. Inclusive os comprometidos e não disponíveis.
Outra coisa que aprendi é que a Jennifer Aniston fazendo papel de solteira recém casada já deu, e que o Justin Long é um doce!

Por Amor é o nome do mais recente filme do Ashton Kutcher que tenta, mas todo mundo o prefere fazendo comédias.
Tudo bem que ele até que é bom, considerável aparência; mas quando ele contracena com Michelle Pfeiffer, eu logo lembro da Demi Moore e aí, lembro de Punked e aí, lembro de como ele é engraçadinho e não um cara dramático como este tal personagem Walter.
Mas o filme é bom, tem uma reviravolta interessante, roteiro não linear, uma pitada de poesia, uma boa pedida.

Frost/Nixon e uau! Que filme legal!
Uma aula de jornalismo com David Frost e uma aula de documentário com Ron Howard.

Outubro 03, 2009

Gwen Stefani 40 anos


Hoje é aniversário da líder e vocalista do No Doubt, Gwen Stefani.

A Gwen é umas das minhas cantoras e "perfomers" favoritas. Desde os meus 13 anos de idade tenho ela como musa inspiradora de estilo - apesar de não conseguir ter a ousadia de Gwen - admiro demais sua criatividade que compõe sua música e imagem. Pessoalmente admiro também as letras que escreve, tão reveladoras e íntimas. Agora, mais do que nunca a admiro como mulher. No auge dos seus 40 anos, Gwen é profissionalmente bem sucedida, aparentemente bem casada, mãe de 2 filhos e completamente linda. E o mais interessante de tudo, uma mulher com pensamentos comuns. Ainda muito ciumenta, um pouco insegura e amiga.

Retrospectiva No Doubt

De Gwen, vamos ao No Doubt, porque um representa o outro e juntos são perfeitos.
Os vídeos do No Doubt fazem parte de uma importante faceta do mercado fonográfico dos anos 90, o estilo de Gwen diz a época e a música dita as inovações do pop rock.
Muito bem roteirizados e dirigidos, é arte pura com um forte apelo criativo para vendagem, sonho de toda banda. O No Doubt é cult e pop ao mesmo tempo.


Trapped in a Box

Este vídeo é bem tosco, mas é legal observar como eles eram novinhos e como a banda ainda era inexperiente. O primeiro clipe, mas já com um toque criativo:



Just a Girl

O vídeo mais famoso de uma das músicas mais famosas do No Doubt, traz uma festa no maior estilo jovem dos aos 90.
Gwen loiraça e com lábios vermellhos, dançando e fazendo caretas lindas. Rebelde e feminina. Calça larga e tank top. Somente uma garota.
A banda em segundo plano mesmo, difícil não ser ofuscado pela informação visual de Stefani.
E depois desse vídeo, todas as garotas americanas queriam ser como ela.



Sunday Morning

O meu vídeo favorito do No Doubt.
Um típico domingo americano, um almoço no quintal.
Uma harmonia da banda que representa melhor a verdade dos bastidores, bem diferente dos conceitos que enfatizavam a vocalista.
Juntos, eles preparam uma macorronada, almoçam e fazem gerrinha de comida. Tem clima e clipe mais gostoso de se ver?



Ex-Girlfriend

Não, não foi a Mari Moon que inventou o cabelo pink. Foi a Gwen.
Com um estilo completamente único e criativo, Gwen soube ousar no álbum sucessor do campeão de vendas "Tragic Kingdom".
Em "Ex-Girlfriend", o No Doubt mostrou sua cara rock pesado e para compensar, o colorido da pop art, baseado nos animes japoneses. O clipe dirigido por Hype Williams traz uma história que mistura modernidade com filmes de suspense policiais antigos. Mas o mais legal e transcendete é sem dúvidas, o cabelo da Gwen!



Simple Kind Of Life

Dirigido por Sophie Muller, o vídeo é mais um retrato da exposição da vida pessoal de Gwen Stefani. A música começa com a frase "For a long time I was in love, not only in love I was obsessed" e descaradamente no clipe, Gwen e Tony Kanal juntos representam cenas de afeto, relembrando seu passado de namoro. A letra, já dita por Gwen em entrevistas, foi feita para Tony, assim como quase todo o álbum "Return of Saturn". E desta forma, aberta e verdadeira, Gwen conta seus maiores desejos de amor. Fala sobre seu sonho de se casar com Tony, sobre ter um filho com ele - representado pelo bebêzinho negro no clipe - e sua frustração de ter deixado "sua forma simpes de viver" fugir, escapar, entre bolos e vestidos.




Hey Baby

Adoro as cores deste vídeo clipe. Com o preto, branco e vermelho do projeto visual do cd "Rock Steady" criado por Gwen para sua grife L.A.M.B., "Hey Baby" ficou pop e trouxe uma nova projeção para a banda que estava afastada do mercado.



Running

Um vídeo clipe especial que traz imagens de todos os anos de vida da banda. "Running, keep holding my hand, so we don't get separated", uma música de amor, mas que se encaixa bem para o sucesso da formação da banda; de como eles conseguem se manterem juntos depois de tantos anos.
Um clipe sentimental, que faz a felicidade dos fãs da banda. Ah, e claro, a Gwen linda retrô com seu polka dots e cabelo de Marlyn. Dirigido por Chris Hafner.



It's my Life

Claro que estava faltando no currículo do No Doubt um clipe dirigido pelo David La Chapelle.
Para o cd de hits da banda, a regravação dos Talk Talk de "It's My Life" teve um clipe bem interessante, estilo anos 30 que faz referência à Jean Harlow, famosa atriz americana envolvida em uma tragédia amorosa.
Gwen representa uma mulher que está em julgamento por ter matado seus 3 maridos, que são interpretados pelos membros da banda, Tom, Tony e Adrian.

Rio 2016 por Fernando Meirelles

Orgulho de morar no país do Rio de Janeiro, o coração apaixonado do Brasil.

Orgulho de ter um diretor brasileiro apaixonado pela sétima arte.


Setembro 23, 2009

Quando Dois se Tornam Um

Catherine e Heathcliff

"... por ele ser mais eu do que eu própria. Não sei do que são feitas as nossas almas, mas elas são iguais;
... não sei expressar-me bem; mas, sem dúvida, você e todo o mundo têm noção do que há ou deveria haver uma existência para além de nós. Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo. Meu amor por Heathcliff lembra as rochas eternas: proporciona uma alegria pouco visível, mas é necessário. Eu sou Heathcliff! Ele está sempre, mas sempre, no meu pensamento; não como uma fonte de satisfação, que eu também não sou para mim mesma, mas como eu própria."


O privilégio de discursar como Catherine Earnshaw.

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